terça-feira, 13 de abril de 2010

A Apple contra o mundo: entenda as disputas da empresa

Apple contra o mundo: entenda as disputas da empresa

Da Adobe ao Google, passando por empresas como HTC, a empresa de Steve Jobs dispara sua artilharia contra os concorrentes



O anúncio do iPhone OS 4.0 no dia 8/4 não foi um evento típico da Apple, daqueles que a empresa mostra uma novidade, explica que “é o melhor produto já feito” e espera que o público presente faça “oh” e “ah” e bata palmas.

Ele foi mais sobre estratégia da empresa de Steve Jobs do que para mostrar os novos recursos do sistema operacional. E ficou claro que a Apple vai pegar pesado com seus rivais.

Alvo 1: Android
A Apple mudou o mercado de smartphones em 2007 com o lançamento do iPhone. Mas o celular também gerou grande competição, que ganha corpo agora com o Android, do Google, presente em vários aparelhos e até um modelo próprio do gigante das busca, batizado de Nexus One, produzido pela HTC (processada recentemente pela Apple).

E a plataforma traz várias inovações. A participação de mercado do Android tem crescido em ritmo acelerado(44% no último trimestre) e a Apple tem sido cobrada por não oferecer alguns recursos presentes no sistema da rival, como a multitarefa.

Analisando de forma geral, o Android tem multitarefa e o iPhone, não tem (se levarmos a questão para a definição clássica de mulitask). É claro que o consumidor comum não se importa com um conceito tão técnico. Mas ele se importa com a capacidade de poder fazer mais de uma coisa no seu celular ao mesmo tempo.

Aí chega o iPhone 4.0, com recursos que são destinados a combater alguns pontos nos quais o Android leva vantagem, principalmente a multitarefa. A Apple chamou o CEO da Pandora para mostrar que agora é possível usar o serviço de música e mudar para outra ferramenta sem interromper sua canção. Para completar, exibiu o Skype rodando em segundo plano, com a capacidade de receber ou fazer ligações. Ponto para Apple. 
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Steve Jobs: com o iAd, sua empresa dispara um ataque direto ao coração do Google

Nós temos os softwares!
A App Store é uma das maiores armas da Apple para essa batalha, com mais de 4 bilhões de downloads e mais de 180 mil aplicativos disponíveis. Mas muitos criticam sua política de controle/censura de softwares. Para um software aparecer na loja da Apple, só sendo aprovado pela empresa. Nesse ponto o Google possui um sistema mais flexível, facilitando a oferta de programas em sua loja, o Android Market.

Perguntado sobre o motivo de não flexibilizar a oferta de software na App Store, Jobs respondeu que há aplicativos pornográficos para Android e que a Apple não quer isso. A empresa quer passar uma imagem de que tem o controle de sua ferramenta e de que iPhone, iPad e iPod são plataformas seguras para crianças e adolescentes, um público importante para os dispositivos, principalmente na área dos games. E a Apple não é o tipo de empresa que abre mão de controlar seus produtos, mesmo que isso traga reclamações de muitos usuários.

Adobe, não!
A preocupação da Apple de não perder o controle de sua plataforma gerou mais confusão na semana passada, quando a empresa anunciou alterações na sua política para desenvolvedores para o iPhone, banindo aplicativos desenvolvidos com ferramentas não aprovadas por ela. O tiro foi direto na Adobe (que anunciou um recurso do pacote CS5 destinado a desenvolvedores para iPhone), mas deve atingir também outras empresas.

A Apple não gosta do Flash e Jobs já disse que não há mudança de posição. A empresa não quer aplicativos desenvolvidos com ferramentas da  Adobe porque quer manter o controle sobre essa área.

Uma vez que seja possível criar um aplicativo em um ambiente de desenvolvimento (Adobe) e compilar isso para rodar em qualquer smartphone, muitos desenvolvedores decidirão cortar custos, parando de produzir softwares específicos para cada plataforma. Bastaria desenvolver uma versão em Flash e rodar em qualquer dispositivo. Faz sentido para os desenvolvedores, mas não faz para os donos das plataformas.

Na década de 1990, nos foi dito que aplicativos em Java seriam o futuro do software. Seria possível escrever uma vez e implementar em qualquer plataforma. Como alguém que usa aplicativos no Mac baseados em Java, posso dizer que elas são horríveis, não se comportam como aplicativos para Mac – mas pelo menos rodam em computadores da Apple.

E me sinto da mesma maneira sobre o ambiente da Adobe. É um ambiente baseado em Flash e/ou HTML que permite aos desenvolvedores criar aplicativos para várias plataformas. Um bom exemplo é o TweetDeck. Muita gente gosta de sua versão para Mac. Mas, acredito que eles gostam disso porque curtem os recursos que oferece, apesar de ser um software horrível para Mac. Tem uma janela de preferência estranha e limitada, ferramenta de rolagem esquisita... E a lista vai embora.

A Apple não quer aplicativos que não se parecem com softwares nativos no iPhone. Ela quer um mundo onde fique claro a diferença entre programas para iPhone e para Android. Não quer lançar um recursos e ver que ninguém vai tirar vantagem disso porque a Adobe não fez a atualização de seu ambiente de desenvolvimento, também.

Ou, pior, ver a Adobe se recusar a adotá-lo porque outro sistema operacional não suporte esses recursos. Mas entendo a fúria da Adobe sobre o movimento da Apple contra o Flash no iPhone. E esse disputa vai prejudicar a relação de longa data entre as duas companhias e pode prejudicar o consumidor.

Busca? O negócio é aplicativos...
Outra bomba detonada por Steve Jobs no lançamento do iPhone 4.0 foi direcionada contra o Google – e não tem como alvo, neste caso, o Android. Ela tem como endereço o núcleo da rival: busca e publicidade.

O que Jobs disse:
Nos dispositivos móveis, a busca ainda não deslanchou. As pessoas não buscam informações como fazem no desktop. Elas gastam todo o seu tempo em aplicativos. E é nessa área que as oportunidades estão. Não como uma parte da busca, mas como uma parte dos aplicativos.

Tradução: a Apple acha que a gigantesca vantagem do Google em matéria de busca e publicidade não vai chegar necessariamente aos smartphones. Com os aplicativos, ela poderia passar a perna no Google. E aí que chega o iAd, para bater de frente com a rival.

Na apresentação que fez, Jobs estava realmente animado com essa cartada. Já os consumidores não costumam ficar animados quando o assunto é inserir mais publicidade. O executivo quer inserir os anúncios de uma forma mais divertida, proporcionando uma experiência sem incomodar o usuário. E as agências de publicidade estão animadas com essa perspectiva. Poderão levar suas habilidades de forma criativa para o mundo digital.

As pessoas não gostam de anúncios mas, sim, é possível fazer coisas legais, que as pessoas queiram ver. Um exemplo: a campanha Get a Mac, com John Hodgman e Justin Long.

Apple contra o mundo
Faz todo sentido as pessoas não gostarem de algumas estratégias da Apple. Eu não necessariamente concordo com todas ela, mas entendo porque a empresa toma essas atitudes (por exemplo: eu compreendo porque a Apple parou de participar da Macworld Expo. Não concordo com a decisão, mas entendo porque a companhia fez isso).

E a Apple não faz filantropia. É uma empresa movida a lucro, com acionistas e bilhões de dólares no banco. Steve Jobs pode dizer que sua missão é mudar o mundo ao fazer produtos tecnológicos inovadores (e com design exótico), mas seu objetivo, no final das contas, é ganhar dinheiro.

A verdade é que a Apple não pode agradar a todos (e não quer mesmo fazer isso).  Ela até poderia fazer um MacBook de 500 dólares, por exemplo, mas acredita que não é financeiramente interessante. No lançamento do iPhone 4.0, a Apple mostrou que será cada vez mais agressiva para manter sua vantagem no mercado. Mesmo que precise comprar muitas brigas.


Agora no Twitter

Apple google

thkuma
Google abraça Adobe contra Applehttp://tinyurl.com/y58d5zt Ok, flash não, mas bem que pdf(Ebook) a Apple quer né?
MundoTI
Google faz um aliado contra Applehttp://bit.ly/cO8fuc
Bronx_
Poderiam ter feito 1 histograma do total q faturaram/lucraram RT @diegoponci Money made by MS Apple & Google 'til todayhttp://migre.me/w1t1
(Seus comentários serão publicados no Twitter)
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terça-feira, 6 de abril de 2010

Matéria Especial: O que esperar do iPhone OS 4.0













Há meses que todos nós esperamos ansiosamente as novidades de um novo sistema operacional para nossos gadgets preferidos. A quebra na tradição de apresentar a nova versão no meio de marçodeixou a todos meio apreensivos. Alguns chegaram até mesmo a cogitar a possibilidade da Apple não lançar uma versão 4.0 do OS neste ano, apenas atualizando a 3.2.
Felizmente ela hoje acabou com o suspense e finalmente apresentará para todos nós as novidades do novo iPhone OS. Mas o que esperar? O que ainda pode melhorar no já ótimo sistema que roda no iPhone, iPod touch e iPad?
É justamente isso que vamos especular agora. :)

Análise do convite

Primeiro, vamos tentar analisar o convite, como sempre fazemos. Desde que a Apple começou a apresentar prévias de seus sistemas móveis (no iPhone OS 2.0), o convite sempre foi algo em ‘papel’, representando projetos em 2D. Confira:
Este ano, pela primeira vez, ela foge completamente de sua linha de comunicação, apresentando algo mais moderno, em 3D:
O que isso pode querer dizer? Seria uma nova maneira de interação com o sistema?

Probabilidades

Funções que possuem grande chances de serem anunciadas:
- Multi-tarefa: a possibilidade de não fechar o aplicativo cada vez que se recebe um telefonema ou que se aperta o botão Início (multitasking) é uma das funções mais pedidas pelos nossos leitores. A Apple poderia implementá-la para um número limitado de apps, o que já mudaria muito a experiência do usuário. Afinal, já provamos que isso é possível. Mas não se iluda: se a função realmente chegar, só deverá ser disponibilizada a partir do modelo 3GS. Modelos Classic e 3G devem ficar de fora.
- Imagens de fundo: assim como no iPad, a Apple pode permitir a aplicação de imagens de fundo também na tela de início do iPhone e do iTouch.
- Redefinição da interface do usuário: o OS 3.2 do iPad apresentou cores de janelas e botões tendendo ao cinza claro. Isso pode ser adotado também nos outros dispositivos, para uniformizar as UIs.
- Botão de travamento de tela: a Apple mudou no iPad o botão de silencioso, transformando-o em travamento de tela (para ela não virar quando giramos o aparelho). Ela demonstrou assim que essa função pode ser alterada exclusivamente por software. É possível que ela disponibilize esta configuração para o usuário, que poderá escolher a utilidade do botão.
- Caixa unificada de email: todas as contas do Mail visualizadas em uma única janela. Rumor que apareceu com um suposto email-resposta que teria dado Steve Jobs em pessoa. Sent from his iPad.

O que nossos leitores querem

Em uma pesquisa rápida no Twitter, podemos levantar alguns desejos de nossos leitores:
- mudança da tela de início: é bem verdade que o sistema de ícones do jeito que é já tem três anos de idade. Uma reformulação, mais funcional, não seria nada mal.
- liberação da função de Rádio FM: o chip Wi-Fi do novo iPod e do iPhone 3GS (assim como o do iPad) são capazes de captar ondas de rádio FM. A função é bloqueada pela Apple, que pode usar esta carta na manga.
- possibilidade maior de customização do sistema: mudar ícones, fundo de tela e até usar arquivos MP3 como toque são o que muitos desejam. Porém, isso não é muito cara da Apple…
- melhor gerenciamento de energia: uma das maiores reclamações do iPhone é a pouca duração da bateria. Um melhor gerenciamento do sistema poderia melhorar isto.
- compatibilidade com Adobe Flash: desistam, isso não vai acontecer. :P

E o iPhone de 4ª geração?

Não é desta vez que saberemos sobre o próximo modelo de iPhone. A Apple geralmente só o apresenta em junho, na WWDC. Este ano, ainda não se sabe a data do evento.

Jailbreak

Os hackers já avisaram: só irão liberar o novo jailbreak para o OS 3.2 (e consequentemente o 3.1.3) depois que for lançado o iPad 3G, no final de abril. Antes disso, nem pensar.

Quando o iPhone OS 4 final será liberado?

Não esperem para tão cedo. Após a apresentação, apenas uma versão beta para desenvolvedores deve ser disponibilizada. Geralmente a versão final deve ser lançada junto com o iPhone 4, em junho ou julho.

Agora a expectativa é para o grande evento na quinta-feira. Em janeiro, experimentamos uma nova maneira de cobertura, via áudio. Dificilmente será possível manter áudio e texto ao mesmo tempo, pois compromete diretamente a qualidade. Por isso, estamos ainda decidindo qual dos dois faremos. O que vocês preferem? ;)

Sempre gratos ao Blog do Iphone pela excelente matéria

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Rumores sobre o próximo iPhone OS 4.0: Exposé de aplicativos


Algo mudou em Cupertino (cidade sede da Apple). Geralmente, o mês de março é escolhido para apresentar ao mundo e aos desenvolvedores uma prévia das grandes atualizações do sistema, com a maioria de suas novidades. Mas este ano foi diferente: o mês acabou e a única coisa que vimos foi um beta do SDK 3.2, que ainda por cima, é exclusivo para o iPad. O iPhone, que sempre foi a estrela principal, não ficou nem como coadjuvante, pois continua preso na versão 3.1.3 do seu sistema operacional.
As datas nas quais sempre contamos para os lançamentos da maçã agora não são as mesmas. Ninguém mais tem certeza se o novo OS vai mesmo ser lançado entre junho e julho ou se vai demorar mais. Alguns cogitam a possibilidade dele ser lançado somente em setembro, onde o sistema dos dois tipos de dispositivos (iPad e iPhone/iTouch) unificariam finalmente o OS. Mas não há nenhuma certeza, somente boatos e especulações.
As últimas semanas foram repletas deles, inclusive. Mas o grande balde de água fria dos rumores não confirmados do iPad fizeram com que este Blog aqui evitasse de postar qualquer boato que surge, justamente para não criar falsas expectativas nos leitores. Mas nada nos impede de conhecermos e analisarmos as possibilidades, para imaginar como seria. ;)
O anúncio mais recente foi detalhado hoje pelo site AppleInsider, que está apostando que a função deMultitasking finalmente ganhará vida, depois de muita espera dos usuários. Segundo o site, seria como o Exposé, do Mac, onde os ícones dos aplicativos abertos apareceriam.
O problema é que a função de rodar vários aplicativos ao mesmo tempo é rumorizada todos os anos, antes do lançamento de uma atualização.
Outra função que o site afirma que virá é a Caixa de entrada unificada no programa Mail. Isso quer dizer que as mensagens de todas as contas poderiam ser visualizadas em uma só janela. Hoje, você precisa entrar em cada conta (no Mail) para ver os emails que chegaram, coisa que realmente é incômoda.
Por último, o AppleInsider ainda diz que será possível adicionar ícones com contatos na tela de início. Ou seja, você poderá ligar para a sua namorada/namorado apenas com um toque no ícone, como se fosse um aplicativo.
Para não me decepcionar no final, eu vou imaginar tudo isso apenas como possibilidades, não como coisas que virão mesmo. ;)


Como sempre, gratos ao Blog do Iphone pelo material de primeira!!