quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Vice-presidente da Google conta uma história sobre Steve Jobs. Se você é empresário ou manager, LEIA!



Depois do anúncio de ontem da renúncia de Steve Jobs ao posto de CEO da Apple, provavelmente os sites de notícias hoje inundarão suas páginas com retrospectivas dele (mostrando como foi bom enquanto ele durou), além de destacar que as ações da Apple estão caindo vertiginosamente. Bem, apesar de isso ser o que muitos querem ler, nós aqui tentaremos não entrar neste jogo, por considerarmos que o verdadeiro anúncio do afastamento de Jobs não foi ontem e sim no dia 17 de janeiro. Achar que tudo mudou só ontem, é ilusão.
Ele não morreu (apesar de alguns sites terem divulgado que ele teria apenas 6 semanas de vida, em março) e continua empregado da Apple, dando os mesmos palpites que sempre deu. O plano de transição provavelmente sempre foi este e, a curto prazo, nada irá mudar na administração da empresa e no lançamento de novos (e mágicos) produtos.
Porém, a oportunidade é interessante para conhecermos algumas histórias curiosas sobre Steve, como a contada por Vic Gundotra, vice-presidente da Google, que em 2008 trabalhava no setor de aplicativos móveis e, por isso, tinha uma relação estreita com a Apple. Um dia, ele recebeu um telefonema de Steve Jobs em pleno domingo, enquanto assistia um culto religioso. Era as véspera da keynote da Macworld 2008, em que Jobs apresentaria uma nova função do iOS: os webclips, possibilidade de colocar atalhos de sites na tela do iPhone.
A história é curiosa, confira:

Urgência ícone

Numa manhã de domingo, em 6 de janeiro de 2008, eu estava assistindo um culto religioso quando meu celular vibrou. De maneira mais discreta possível, eu chequei o telefone e li “número desconhecido”. Optei então por ignorar.
Depois do culto, enquanto me dirigia ao meu carro com minha família, verifiquei minhas mensagens no telefone. Havia um recado de Steve Jobs:
Vic, você pode me ligar em casa, tenho algo urgente para discutir.
Antes mesmo de chegar no meu carro, liguei de volta para Steve. Eu era responsável por todas as aplicações móveis do Google, e nesse papel, tinha relações regulares com ele. Foi uma das vantagens do trabalho. Eu disse:
Hey Steve! É o VicMe desculpe eu não atender a sua chamada anterior. Eu estava no meio do meu culto religioso e como o celular não identificou o número, eu não atendi.
Steve riu. Ele disse:
Vic, a menos que o identificador de chamadas diga ‘Deus‘, você nunca deve responder ao telefone durante o culto.
Eu ri nervosamente. Afinal, enquanto era costume ligações durante a semana, chateado com alguma coisa, era incomum ele me ligar no domingo e me pedir para ligar para sua casa. Eu me perguntava: o que era assim tão importante?
Então, Vic, temos uma questão urgente, que eu preciso resolver imediatamente. Eu já designei alguém da minha equipe para ajudá-lo e eu espero que você possa corrigir isso amanhã. Eu tenho olhado para o logotipo do Google no iPhone e eu não estou feliz com o ícone. O segundo O do Google não tem a tonalidade correta do amarelo. Ele está errado e eu vou pedir para Greg corrigi-lo amanhã. Tudo bem para você?
Claro que isso estava bem para mim. Poucos minutos depois, naquele domingo, recebi um e-mail de Steve com o título “Urgência ícone”. O e-mail me colocou em contato com Greg Christie para corrigir o ícone.
Desde que eu tinha 11 anos e me apaixonei por um Apple II, eu tenho dezenas de histórias para contar sobre os produtos Apple. Eles têm sido uma parte da minha vida durante décadas. Mesmo quando eu trabalhei por 15 anos com Bill Gates na Microsoft, eu tinha uma admiração enorme por Steve e pelo que a Apple tinha produzido.
Mas no final, quando eu penso sobre a paixão, liderança e atenção aos detalhes, eu lembro da ligação que recebi de Steve Jobs em uma manhã de domingo, em janeiro. Foi uma lição que eu nunca vou esquecer. CEOs devem se preocupar com detalhes. Mesmo com tons de amarelo. Em um domingo.
A um dos maiores líderes que já conheci, minhas orações e esperanças estão com vocês Steve.
Vic-
Agradecidos ao Blog do Iphone

domingo, 21 de agosto de 2011

Falsa página da Apple no Facebook promete sorteio de 10 iPads


Eu me pergunto como tem tanta gente que gosta de se iludir.
Está sendo divulgado rapidamente entre usuários brasileiros uma página no Facebook que diz ser da Apple Inc. e que promete sortear 10 iPads. E o que mais impressiona é o número de pessoas que estão acreditando nisso.
Até o momento de publicação deste artigo, mais de 6 milhões de usuários do Facebook (quase todos brasileiros) receberam o convite do “evento”, e destes, 205 mil o aceitaram.
Os pilantras não esclarecem como o suposto sorteio seria feito, mas exigem que o participante convide todos os seus contatos na rede para participar. Eles também pedem para “curtir” uma página falsa da Apple Inc. no Facebook.
Ora, basta pensar um pouco: se a Apple é contra promoções que oferecem iPads de presente, por que razão ela mesma faria um sorteio que vai até final de outubro? Ainda mais que uma promoção dessas desestimularia a venda de iPads, pois todos esperariam dois meses para comprar um, na esperança de ganhá-lo.
Felizmente leitores de blogs especializados são mais instruídos neste sentido e não caem facilmente no papo dos golpistas. Se fosse verdadeira a presença da Apple no Facebook, o endereço certamente seria facebook.com/apple. Atualmente a Maçã só possui perfis oficiais para a iTunes Store de alguns países e para a App Store.
Se você quer ajudar a acabar com a farsa, denuncie-a ao Facebook. Para isso, conecte-se na sua conta e denuncie a página, através do link situado na barra lateral esquerda da tal página. Escolha a opção Fraude e deixe a administração do Facebook fazer o resto. Ela costuma ser bem eficiente neste sentido, o que deve tirar rapidamente a página do ar.
Há sempre gente querendo maneiras fáceis de conseguir os produtos da Apple, mas como dizia ofilósofo, a maneira certa é a melhor maneira. :P

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Surpresa de segunda-feira: Google anuncia aquisição da Motorola Mobility por US$12,5 bilhões

Até hoje, o Google tinha firmado parcerias diversas com fabricantes de telefones celulares para criar aparelhos com a sua marca, além de todos os que já licenciam o Android como sistema operacional. A partir de agora, o próprio Google será uma OEM: a gigante de Mountain View anunciou hoje a aquisição da Motorola Mobility por US$12,5 bilhões (63% a mais em cima do valor que as ações da Motorola fecharam na última sexta-feira). Na sua última publicação de resultados, o Google afirmou que tinha US$39 bilhões em caixa.
Motorola DROID (olho vermelho)
Pela primeira vez desde que entrou no segmento de smartphones, o Google conseguirá criar um modo verticalizado semelhante ao da Apple — controlando o hardware, o sistema operacional e o software. Isso o ajudará competir mais diretamente com a Maçã, mas eu me pergunto o que as agora também concorrentes como HTC, Samsung, LG e outras estão pensando disso. O Google publicou algumas citações de executivos, mas algo me diz que elas não são 100% sinceras. ;-)
Como sempre muito cauteloso, o Google afirma que a compra da Motorola ajudará a “bombar o Android, aumentar a competição e oferecer ótimas experiências de usuários”. Evidentemente, um acordo dessa magnitude ainda terá que passar por aprovações regulamentares, mas eu não vejo muitos empecilhos para o Google receber luz verde das autoridades — algo que deve acontecerá até o final deste ano, ou mais tardar início de 2012. A Motorola Mobility continuará como uma divisão separada e independente, dentro da companhia.
Com essa aquisição, o Google abocanha também mais de 17 mil patentes (além de outros 7.500 pedidos de patentes) da Motorola — o que já fez as ações da InterDigital despencarem nesta manhã, frente à possibilidade de ele se desinteressar pelo portfólio dela. Quem sabe, assim, a Apple nem precisa “coçar tanto os bolsos” para levar o pacote para casa — isso se houver de fato interesse por parte dela.
Outra consequência curiosa dessa aquisição é que o Google e a Apple estarão agora frente a frente em uma série de processos correndo na justiça, inclusive na International Trade Commission (ITC) dos Estados Unidos. A briga será boa.


Leia mais: Surpresa de segunda-feira: Google anuncia aquisição da Motorola Mobility por US$12,5 bilhões | MacMagazine 

domingo, 14 de agosto de 2011

Pirataria: hiPhone 5, com direito a logo da Apple, chega ao Brasil por R$ 200


Produzido na China, o aparelho, que tenta “imitar” o futuro iPhone 5, já pode ser encontrado em sites e lojas no País


“Olha o hiPhone 5 baratinho...” Bom, ainda não é o novo smartphone da Apple, mas já tem gente ganhando dinheiro na China e no Brasil com um celular que tenta imitar um aparelho que não foi sequer lançado (o iPhone 5 deve ser anunciado pela Apple em setembro ou outubro).
Já está disponível em lojas na China e em sites brasileiros o chamado hiPhone 5, que tenta “imitar” o design da nova versão do celular da Apple (com base nos rumores sobre como como esse celular será, claro). No mercado chinês ele custa 30 dólares. Por aqui, está cotado a cerca de 200 reais em sites como o Mercado Livre.
Apesar de o nome não ser exatamente o mesmo (ah, tem um H antes...), o tal hiPhone 5 chinês não dispensa nem o logo da Apple para dar uma ideia que o celular foi produzido pela empresa de Steve Jobs (ele deve ter um treco quando ouve falar desses clones).

hiphone5b
hiPhone 5 traz logo da Apple

Quem leva um hiPhone 5 para casa logicamente terá um aparelho com recursos bem diferentes de um iPhone. Sua configuração permite utilizar dois chips, oferece TV analógica (uau!), memória “expansível até 8 GB” e câmera com resolução que varia 0,3 a 2 megapixels, dependendo de quem vende, já que o que aparece no anúncio pode não ser exatamente o que você recebe...
hiphone5
hiPhone 5: dois chips, TV analógica e câmera de 2 megapixels

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

iTableous é uma mesa gigante em forma de iPhone 4 branco que vira um home theater


Tentativas de criar mesas em forma de iPhone até já foram imaginadas (como neste fake), mas é a primeira vez que alguém resolve colocar a mão na massa e construir uma realmente funcional.
iTableous é o projeto de um alemão, que construiu sozinho toda a mesa usando diversos materiais e peças eletrônicas. E o que impressiona são os detalhes.
Com 1,18 m de comprimento e 59 cm de largura, a mesa é um enorme aparelho que integra um computador e uma tela de 40 polegadas. Ele usou circuitos e processadores “alternativos” para construir a parte interativa do “brinquedo”, podendo rodar tanto o Windows 7 como uma versão doMac OS X (hachintosh). Mas nada disso impede que ele conecte seu PlayStation 3 na tela.
O iTableous na prática é um computador com 4GB de RAM, 500GB de espaço em disco, drive de DVD, uma câmera de 5.7 megapixel, faz gravações de vídeo em 720p e ainda possui saídas USB e HDMI, um conector de 30-pinos para carregar o iPhone, além de conexão Wi-Fi e bluetooth.
Aliás, ele se preocupou com os mínimos detalhes, tentando fazer com que cada botão do “iPhone” tivesse uma funcionalidade. O botão de volume, por exemplo, serve mesmo para o volume, mas ele é girado ao invés de apertado. A “entrada do fone de ouvido” acabou virando a saída do ventilador, que também pode ser regulado por um dos botões de volume.
Através de um sistema de inclinação, a mesa vira uma grande tela, onde é possível (com a ajuda de um teclado sem fio) visualizar filmes, jogos ou simplesmente o sistema, como um grande computador.
Há vários outros detalhes (como o “flash fotográfico” do iPhone feita com uma lâmpada) que poder ser melhor conferidos através do vídeo que ele fez:
O criador diz que este foi um projeto pessoal e não pretende fazer outros modelos como este, até porque dá um trabalho enorme. Mas sem dúvida, é uma bela peça de colecionador. :)

Leia também:

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

[rumor] E se o novo iPhone 5 viesse com o mesmo design, porém mais fino?


Quanto mais perto chegamos do mês de setembro, mais rumores sobre produtos da Apple aparecem na internet. Essa semana, os sites que costumam divulgar tudo que é tipo de boato ficaram em frenesi, pois os rumores se desmentiram uns aos outros.
Entre todos eles, o mais interessante foi o de uma suposta foto vazada de uma operadora francesa, mostrando o que seria o futuro iPhone 5. A imagem apareceu no fórum do site americanoMacRumors.
Vários indícios nos fazem crer que é mais uma foto falsa. Até porque, se houvesse um real vazamento de uma operadora francesa, os primeiros a publicarem seriam os blogs franceses (e digo isso com conhecimento de causa) e não um americano. Neste aspecto, francês é mais bairrista que gaúcho.
Porém, a imagem (mesmo sendo fake) serve para nos fazer imaginar como seria um iPhone com a mesma aparência externa, mas ainda mais fino. É difícil entender como a Apple conseguiria atingir este feito, visto que já reduziu tudo o que podia com o iPhone 4. Se ela conseguir, será mais uma “mágica” do excelente Jonathan Ive.
Seja como for, o melhor mesmo é esperar até o mês que vem para sabermos oficialmente como será o novo aparelho. Antes disso, tudo não passará de rumores…

Leia também:

Agradecimentos e créditos ao Blog do Iphone.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Governo do Amazonas quer complicar a implementação de fábrica de iPads no Brasil


Eis uma notícia preocupante que pode colocar em risco os planos da Apple e da Foxconn de implementar uma fábrica de iPads no Brasil. O governo do Estado do Amazonas entrou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 4635) no STF para tentar suspender todas as leis e decretos paulistas que estabelecem incentivos fiscais à produção de tablets, peça chave para a vinda da produção da Apple para o nosso país.
Uma das condições que a Foxconn e a Apple deram para o início da produção de iPads no Brasil foi o incentivo fiscal que o governo se propôs a dar aos tablets fabricados no país (leia “Apple se mostra interessada no incentivo fiscal que o governo brasileiro quer dar aos tablets“). Com isso, o governo de São Paulo rapidamente se agilizou para reduzir também sua carga tributária, afim de atrair os fabricantes.
Mas o governador do Amazonas, Omar Abdel Aziz, não gostou nada de ver que as fábricas não serão no seu Estado e está entrando com o pedido de inconstitucionalidade contra os paulistas. Para ele, os incentivos fiscais colocam em risco a Zona Franca de Manaus, pois estabelecem uma competição desigual entre os produtos fabricados em Manaus e aqueles fabricados e comercializados em São Paulo.
Apesar de se estar atacando o conjunto normativo de outra unidade da Federação, pretende-se, na verdade, a preservação dos interesses relativos à manutenção das características de área de livre comércio, exportação e importação e de incentivos fiscais conferidos pelos artigos 40 e 92 do ADCT (Ato das Disposições Constitucionais Transitórias) à Zona Franca de Manaus. (…) A criação de incentivos fiscais no Estado de São Paulo sem observância dos preceitos constitucionais gera uma “competição fiscal institucional” em relação ao Estado do Amazonas e seu pólo industrial, “distorcendo o espírito da Constituição no que respeita às desigualdades regionais, especialmente relacionados à Região Norte e o projeto de desenvolvimento sustentável denominado Zona Franca de Manaus.
Segundo informações recebidas pelo Blog do iPhone ainda em abril, Manaus tentou entrar na briga pela fábrica brasileira, mas não teve chances frente aos fortes incentivos fiscais de São Paulo. Enquanto que em Manaus os fabricantes devem pagar 12% de impostos, em território paulista, com a nova política de isenção, é 0%.
Para Aziz, a redução de impostos na fábrica de Jundiaí (e em todo o estado de São Paulo) é inconstitucional porque afronta os artigos 40 e 92 do ADCT, que asseguram especial proteção à Zona Franca e também os artigos 152 e 155,  parágrafo 2º, XII, ‘g’, da Constituição, que veda a criação de diferença de tratamento tributário e exige celebração de convênios entre os estados para sua concessão.
A discussão é séria e, aparentemente, tem grandes chances do Amazonas conseguir uma liminar, impedindo que São Paulo dê incentivos fiscais aos fabricantes. Se isso acontecer, adeus fábrica de iPads no Brasil e adeus redução de preços. Pelo menos a curto prazo.