sexta-feira, 7 de junho de 2013

Jornal dos EUA troca fotógrafos por jornalistas com iPhones

Chicago Sun-Times demitiu toda a equipe de fotógrafos e agora quer que seus repórteres façam "aulas básicas de fotografia" com smartphone da Apple...


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O jornal norte-americano Chicago Sun-Times demitiu toda a sua equipe de fotografia e agora quer que seus repórteres tenham aulas de “fotografia básica com iPhone”. As informações são do Poynter.
Após dispensar os 28 profissionais da equipe de fotografia e propor a nova função para seus jornalistas, o veículo recebeu algumas duras críticas. A ex-fotógrafa do Sun-Times, Alex Garcia, por exemplo, afirma que a “ideia de que freelancers e repórteres possam substituir uma equipe de fotógrafos com iPhones é idiota no pior, e talvez desinformada na melhor das hipótreses”.
No entanto, esse acúmulo de funções proporcionado por câmeras de smartphones cada vez melhores parece ser uma tendência. Em novembro de 2012, repórteres da revista Time usaram iPhones para fazer a cobertura fotográfica do furacão Sandy. Até a capa da publicação teve uma imagem feita com o smartphone na época. 
Além disso, um fotógrafo do jornal britânico The Guardian utilizou apenas seu iPhone 4Spara cobrir as Olimpíadas de Londres no ano passado.

terça-feira, 7 de maio de 2013

Por que o iPhone 5 que custa R$ 403,00 em componentes e montagem é vendido no Brasil por R$ 2.600,00?


Capitalismo tupiniquim

postado em Artigos | Istoé




03/2013
Por Ricardo Amorim


Segundo estimativas da empresa de pesquisa de mercado IHS iSuppli, os componentes de cada iPhone 5  de 16GB custam R$388,00 e sua montagem R$15,00, totalizando R$403,00. Ao conhecer esta informação, a maioria dos brasileiros tem dois tipos de reação. Uns ficam indignados com os lucros abusivos da empresa. Outros a defendem, apontando custos não computados, como distribuição e impostos, por exemplo. Portanto, os lucros seriam “normais”.

Efetivamente, no Brasil os impostos respondem por uma parcela significativa da diferença. O mesmo aparelho que é vendido por R$1.265,00 nos EUA, custa R$2.600,00 aqui. A maior diferença vem de impostos. No Brasil, ao comprarmos um iPhone, pagamos dois, um à Apple, outro ao governo.

Além disso, em nossa sociedade que demarca diferenças socioeconômicas pelos padrões de consumo, os consumidores dispõem-se a pagar preços que, em outros países, fariam o produto encalhar. Isto permite que as empresas tenham margens de lucro mais elevadas aqui.

Estas distorções não afetam apenas o preço do iPhone, mas de tudo que compramos aqui. Pelo preço de uma Ferrari 458 Spider no Brasil, compra-se o mesmo carro, um apartamento e um helicóptero em Nova York.

Devido ao péssimo uso dos recursos arrecadados, nossos impostos elevados causam-me particularindignação, mas outra distorção brasileira preocupa-me ainda mais. Associamos lucros a bandalheira e, portanto, margens de lucro altas precisam ser limitadas ou, no mínimo, justificadas.

Nos EUA, o iPhone  que custa R$403,00 para ser produzido é vendido por R$1.265,00. Mesmo descontando impostos – ainda que menores do que os nossos – e outros custos, sobra à Apple uma margem de lucro gorda, explicando porque ela se tornou a mais valiosa companhia do planeta. Lá, lucratividade elevada é considerada mérito pelo trabalho bem feito, neste caso particularmente em pesquisa e desenvolvimento (P&D) e marketing. Por aqui, o lucro é o capeta, razão de desconfiança e vergonha.

Se não mudarmos nossa mentalidade, o Brasil nunca será um país rico. Ou acabamos com as distorções de nosso modelo econômico ou seremos o país do futuro do pretérito. Ao contrário do que pensam muitos, a valorização do lucro não precisa ser antagônica à melhora do padrão de vida da população como um todo. Aliás, pode e deve ser exatamente o contrário, como provam os países nórdicos.

No Brasil, isto teria de começar por uma intromissão muito menor do Estado na economia. É napromiscuidade do público com o privado que surge a maioria das distorções que mancham a percepção da opinião pública brasileira quanto ao lucro. Em uma economia onde o Estado é onipresente, com frequência é mais lucrativo ser amigo do rei do que acertar as decisões empresariais ou inovar. A partir daí, lucro vira pecado.

Infelizmente, o contrário tem acontecido. Nos últimos anos, o montante de recursos que o Estado desvia da iniciativa privada através de impostos tem aumentado, assim como as intervenções na gestão de empresas públicas e privadas. Salta aos olhos o papel crescente do BNDES. Capitalizações com recursos públicos superiores a R$300 bilhões desde 2008 permitiram que ele se tornasse um acionista importante em várias grandes empresas brasileiras. Além do risco aos cofres públicos, este processo reforçou a percepção de que temos um capitalismo de compadres. Muda Brasil, enquanto é tempo.


Apresentador do Manhattan Connection da Globonews, colunista da revista IstoÉ, presidente da Ricam Consultoria, único brasileiro na lista dos melhores e mais importantes palestrantes mundiais do Speakers Corner e economista mais influente do Brasil segundo o Klout.com.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Como é a vida com Google Glass; confira teste feito pela Folha


POR FERNANDA EZABELLA
DE LOS ANGELES






"Uau!" É minha primeira reação quando a telinha do Google Glass acende em cima do meu olho direito e, surpresa, mostra as horas.
Já quando me olho no espelho, a impressão é: "Ai...". A novidade é futurística e tem incrível potencial, mas há um quê de cafonice em andar nas ruas com um trambolho na cara.

A
 Folha teve acesso a uma das 2.000 unidades da versão Explorer que a empresa começou a vender na última semana pelo equivalente a R$ 3.000. Só pôde comprar quem se registrou no Google I/O 2012, evento para desenvolvedores. Por enquanto, ainda está em fase de experimentação e com pouca conectividade on-line.O aparelho é uma das tecnologias mais aguardadas dos últimos anos e deve chegar ao mercado em 2014. O preço salgado e o estilo inusitado colocam em dúvida o sucesso, sem contar as questões de privacidade.
O Glass parece um par de óculos, mas sem as lentes e com um computador acoplado com câmera, microfone, tela e uma barra sensível ao toque que serve de navegador. O Google tem ensinado pessoalmente os novos compradores. Passei quase duas horas com dois funcionários entusiasmados que configuraram o aparelho e me ensinaram os primeiros passos.
Para ligá-lo, basta um gesto para trás com a cabeça ou um toque na barra. Na sequência, é só dizer o código mágico: "OK, Glass". E algumas opções surgem na tela: você gostaria de pesquisar algo no Google, tirar uma foto ou vídeo, fazer uma ligação? Tudo é ativado por voz ou com toques na barra. Há também um pequeno botão só para fotos e vídeos.
No começo, é tanta informação que o processo fica caótico. Cheguei a tirar fotos sem saber, a deletar outras por engano e mandar vídeos para pessoas aleatórias.
O Google domina o universo, pelo menos por enquanto. É preciso ter Gmail para a configuração, e amigos na rede social Google+ para compartilhar fotos ou vídeos. É preciso também um smartphone sempre à mão, conectado via Bluetooth, para receber e-mails marcados como importantes e ligações.
Para quem tem celular com sistema Android (do Google), dá para mandar mensagens em texto (ditando) e usar o aplicativo de navegação GPS com comando de voz, coisas que ainda não funcionam no iPhone, da Apple.
Circular pelas ruas com o Glass chama atenção. Quando faço um vídeo ou revejo fotos ou vídeos, a pessoa à minha frente vê que algo se passa na tela, sem saber o quê. Para Eric Schmidt, presidente-executivo do conselho da empresa, a sociedade terá que desenvolver uma nova etiqueta social para acomodar o Glass. "É óbvio que não é apropriado usá-lo em certas situações", diz.
Mark Hurst, da Creative Good, alerta para a quantidade dados privados aos quais o Google terá acesso. "A experiência de ser um cidadão, em público, vai mudar", diz.
Entre outros alertas, o manual informa que o Glass não deve ser usado por menores de 13 porque pode "prejudicar o desenvolvimento da visão". Ele é recomendado para esportes, mas não é à prova d'água (aguenta, porém, um pouco de suor).
A empresa diz que a bateria dura o dia todo, mas não com uso muito frequente.
CONCORRÊNCIA
Há um ano a Apple ganhou a patente de dispositivo semelhante ao Glass, mas até hoje nada foi confirmado.
Já o Baidu, maior site de buscas da China, diz que trabalha em um protótipo, mas sem previsão de lançamento.
A Microsoft, apesar dos rumores de um produto para 2014, nunca confirmou nada.
*
24H COM O GOOGLE GLASS
Fotos Fernanda Ezabella/Folhapress
9h
Não dá para usar meus óculos normaiscom o Glass. Coloco as lentes de contato. O aparelho foi configurado após duas horas no escritório do Google. Sozinha levaria um dia todo.
Fernanda Ezabella/Folhapress
10h
Meu marido se assusta com o brinquedo, faz piadas e pede para testá-lo. O Glass tem um "modo convidado", para que outros possam usar sem ver meus dados
11h
Recebo um alerta de notícia no Glass. É o aplicativo do jornal "New York Times" (único disponível fora os do Google e do Path, uma rede social familiar). Peço para o aparelho ler para mim. Funciona, ainda que numa voz truncada
12h
Na rua, as pessoas me olham com frequência. Me sinto esquisitona, meio alienígena. Caminhando, tiro foto e tropeço. Paro antes de atravessar a rua e fico olhando para o alto, na telinha, absorvida nas inúmeras opções. Mais gente parece me olhar
Fernanda Ezabella/Folhapress
13h
Vou caminhar no parque. Mesmo com sol forte, consigo ver a telinha. Coloco a lente escura do Glass, que veio junto com outra transparente sem grau. Fico bem mais discreta. Filmo todo mundo e ninguém parece perceber. Sinto falta de ouvir música: o aparelho ainda não se conecta com rádio
14h
Depois de um tempo, esqueço que estou usando o Glass. Uma amiga me liga e atendo sem precisar usar o celular, que está conectado com o Glass via Bluetooth. Recebo nele qualquer telefonema, mas só posso ligar para números cadastrados
Fernanda Ezabella/Folhapress
15h
Dirijo e faço um vídeo ao mesmo tempo. É tranquilo, mas não recomendo aos facilmente distraídos
16h
Tento fazer um hangout, uma videoconferência via Google+ (rede social do Google), mas não funciona. Tento três vezes, mas nada
17h
Muitos vídeos e fotos aleatórias depois, a bateria morre. Volto para casa e coloco-o para recarregar
Fernanda Ezabella/Folhapress
19h
Vou treinar roller derby, um esporte de contato sobre patins. O aparelho sobrevive bem e faz ótimas imagens em ação
Fernanda Ezabella/Folhapress
21h
No jantar, um garçom me pergunta o que estou usando. Tiro uma foto do meu sanduíche e mando para uma amiga. Mexendo nas fotos, mando duas sem querer para outro amigo. É bem sensível. E só dá para compartilhar com pessoas que estão no Google+
22h
Estou com a maior dor de cabeça, talvez por causa dos óculos, talvez por causa das lentes de contato. É hora de desligar a mente.


Fonte: Coluna "Tec" Jornal Folha de São Paulo
POR FERNANDA EZABELLA
DE LOS ANGELES



quinta-feira, 2 de maio de 2013

AllThingsD ‘confirma’ que a mudança no iOS 7 será grande


iOS 7
Rumor publicado pelo site AllThingsD tem peso de notícia confirmada. Sempre dissemos isso aqui e até hoje nada aconteceu para desmentir isso. E é por isso que temos tudo para acreditar quando o mesmo site afirma que algumas mudanças importantes no iOS 7 serão feitas, e não haverá nenhum atraso no seu lançamento, ao contrário do que afirmam alguns veículos.
Em um artigo de ontem, o AllThingsD confirmou que alguns engenheiros do Mac OS X foram remanejados para a equipe do iOS, para ajudar nas mudanças que devem ser feitas no sistema. Isso já aconteceu em 2007, quando o Mac OS X Leopard acabou atrasando porque parte da equipe estava ajudando a finalizar o primeiro sistema do iPhone original. Isto deve garantir que o iOS 7 será lançado a tempo, sem atrasos.
As fontes também confirmam que será uma grande atualização, com muitas mudanças que devem agradar muitos, mas desagradar os que gostam de texturas e interfaces parecidas com objetos da vida real (o chamado skeumorfismo, como no iBooks ou o app Calendário). Como sempre, as opiniões devem ficar divididas e o novo sistema não deverá agradar a 100% das pessoas, por isso, fique preparado.
Sabe o Game Center, com aparência de tapete verde de mesa de jogos? Bem, diga adeus ao circo…
Ou seja, parece quase como um novo “renascimento” do sistema, com mudanças que realmente serão importantes. Os esforços de Jony Ive, segundo alguns, é de impor uma “desForstallização“, ou seja, acabar com todos os elementos gráficos que Scott Forstall (ex-chefe da equipe iOS e pai do sistema) defendia. Claro, não significa que todo o sinal de skeumorfismo será excluído do sistema, mas mudanças acontecerão. Como já salientamos aqui, a interface básica do iPhone não muda desde o seu lançamento em 2007 e novos concorrentes como Windows Phone e Blackberry mostram que ainda é possível criar novas interfaces diferentes. Basta que a equipe de Jony Ive tenha criatividade para elaborar coisas novas e tempo para implementá-las.
Apesar de toda a mudança radical ser acompanhada de tensão e expectativa entre os usuários (vai que piora?), o fato é que Jony Ive sempre deu prioridade à facilidade e simplicidade da experiência do usuário. Portanto, mesmo que a parte cosmética seja diminuída, o que prevalecerá será o prazer e intuitividade que será usar a interface, o que sempre foi uma característica marcante do iOS.
Só nos resta aguardar o dia 10 de junho para conhecermos as novidades. Você pode acompanhar a cobertura completa como sempre no no Blog do iPhone;)

Apple libera iOS 6.1.4 apenas para usuários do iPhone 5


iOS 6.1.4
A Apple liberou nesta quinta uma atualização para o iOS 6.1.4, mas apenas para usuários do iPhone 5.
As mudanças oficiais são muito poucas: segundo o log da nova versão, a razão foi uma atualização do perfil de áudio para a função viva-voz. Só isso.
iOS 6.1.4
E mais uma vez, teremos versões diferentes de iOS para diferentes modelos de dispositivos.

sábado, 27 de abril de 2013

Novo comercial do iPhone nos Estados Unidos: ‘Photos Every Day’


Comercial do iPhone
Há tempos não se via um comercial do iPhone com aquela velha poesia de alguns anos atrás. Desta vez, a Apple parece querer voltar as origens, mostrando como o iPhone está presente na nossa vida, independente das suas características técnicas, sua geração ou da versão do sistema que usa.
No vídeo, a Apple reforça o fato de que “todos os dias, mais fotos são tiradas com um iPhone do que qualquer outra câmera“. Confira:
É daqueles argumentos que não tem como negar, de tão verdade que é. Pelo menos fora do Brasil, em todos os lugares é normal ver pessoas tirando fotos com o iPhone, ou até nós mesmos que o usamos como instrumento de registro do nosso dia-a-dia.
Um comercial atinge seu objetivo quando o consumidor se identifica no que vê.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Apple anuncia início da conferência WWDC 2013 em 10 de junho

Conhecido evento da companhia voltado para desenvolvedores será realizado ente 10 e 13/6 em San Francisco. Ingressos começam a ser vendidos amanhã, 25/4.


Após meses de espera, a Apple anunciou nesta quarta-feira, 24/4, as datas para o seu evento anual para desenvolvedores WWDC (Worldwide Developers Conference), que será realizado entre 10 e 14 de junho no já tradicional centro de convenções Moscone West, em San Francisco, nos EUA. 
Os ingressos para a edição deste ano começam a ser vendidos nesta quinta-feira, 25/4, a partir das 14h (horário de Brasília; a partir das 10h pela hora local da Califórnia). Os interessados devem ficar realmente atentos já que no ano passado os ingressos (que não são baratos) se esgotaram em apenas duas horas.
Segundo a Apple, a edição deste ano da conferência vai cobrir uma variedade de tópicos para iOS e OS X. Assim como no ano passado, a empresa está prometendo mais de 100 sessões técnicas lideradas pelos seus engenheiros – vale notar que o evento terá mais de 1000 engenheiros da fabricante à disposição para ajudar o público com assistência e conselhos para os desenvolvedores. E por tradição, a WWDC 2013 também será palco do prêmio anual Apple Design Awards.
Os ingressos do WWDC custam 1.600 dólares e é preciso ser membro de um dos seguintes programas para realizar a compra: iOS Developer Program, iOS Developer Enterprise Program, ou the Mac Developer Program. Os desenvolvedores com idade entre 13 e 17 anos precisam ter seus ingressos comprados por um pai ou responsável que seja um membro elegível (ou seja, façam parte de um dos grupos citados acima).
Por vários anos, a Apple usou a WWDC para lançar novas versões do iPhone, prática que foi interrompida em 2011 e 2012, quando o smartphone da empresa teve o anúncio realizado em eventos separados no segundo semestre de cada ano.